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Dengue
Sobe para seis o número de focos de Aedes aegypti encontrados em Canoinhas

Publicado em 07/05/2019 às 10:56 - Atualizado em 07/05/2019 às 10:56


Créditos: Divulgação Baixar Imagem

Subiu para seis o número de focos do mosquito Aedes aegypti encontrados no perímetro urbano de Canoinhas. O setor de controle de endemias do Ambulatório Municipal de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas confirmou neste início de semana que outros dois focos foram localizados. Ambos foram encontrados em armadilhas do Controle de Endemias na área central e no bairro Jardim Esperança. Outros focos já haviam sido encontrados nos bairros Sossego, Jardim Esperança e no Centro.

 

O Aedes aegypti é transmissor de doenças como dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela. Historicamente, Canoinhas teve no ano de 2013 a confirmação de dois focos. Em 2015 foram sete focos e, em 2018, apenas um foco foi localizado. Por isso a situação é de alerta.

 

Segundo a bióloga do Ambulatório Municipal de Epidemiologia, Cristina Brandes Grosskopf, cabe aos agentes de dengue fazerem a vistoria e informar a necessidade de eliminar o criadouro. “A agente de endemia apenas realiza a vistoria nestes depósitos e faz amostragem de larvas quando tem. A população é que precisa se comprometer em fazer o descarte adequado desse material”, informa.

 

O mosquito tem como criadouros preferenciais os mais variados recipientes de água domiciliares e peridomiciliares: pneus sem uso, latas, garrafas, pratos com vasos, caixas d’água descobertas, piscinas sem uso, ralos desativados, calhas, lages, bromélias, ocos de árvores, etc. O mosquito possui hábitos diurnos, ou seja, a hematofagia (alimentação), cópula (reprodução) e oviposição (postura de ovos) ocorrem durante o dia. Vive de 15 a 20 dias e leva em média sete dias de ovo a adulto.

 

Os ovos são colocados em grupos (10 a 30 ovos por criadouro), são resistentes à dessecação, podendo permanecer por mais de um ano. A fêmea se alimenta de sangue humano a cada três dias em média; e uma fêmea infectada pode ter várias alimentações sanguíneas curtas em diferentes hospedeiros, disseminando assim o vírus.

 

Responsabilidade de todos

 

Cristina lembra que apesar do empenho do setor público, isso não exime a população de fazer a parte dela. A única maneira de evitar o Aedes aegypti é não deixar o mosquito nascer. Para isso:

• Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos.

 

• Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios.

 

• Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água. Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentem de larvas.

 

• Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana.

 

• Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas. Em bromélias, utilizar jato forte de água na axila das folhas a cada dois dias.

 

• Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto.

 

• Os locais mais prováveis para que a fêmea coloque os ovos são os que ficam à sombra e com água limpa.